Peregrinação a pé a Fátima Versão para impressão
 

Peregrinação a pé a Fátima

23 a 26 de Abril de 2008


É impossível começar por dizer que foi algo de muito fascinante…
É impossível descrever estes dias como espectaculares, cansativos ou maravilhosos…
É impossível dizer em algumas palavras o que mudou, o que ficou na mesma, ou o que nos fez pensar…
E é impossível porque no fundo é indescritível o que sentimos, o que vivemos e o que ainda estamos a viver.
Foi a primeira actividade da Pastoral que fizemos e no que depender de nós, a primeira de muitas.
Um desafio cumprido… limites ultrapassados… segredos descobertos… partes de nós conhecidas e aprofundadas.
Caminhar… caminhamos juntos… como sempre fazemos…

Entregámos o melhor que tínhamos para dar e no final do primeiro dia, era tão grande a vontade de desistir como a de continuar. Apoiámo-nos… e deixámos que nos apoiassem. Levantámos a cabeça e preparámos o coração para mais dois dias de caminhada intensa. Os pés queixavam-se, mas a cabeça, aliada ao coração, não deixou que caíssemos por um segundo.
Estávamos todos pela mesma causa, sentimos algo de diferente, conhecemos pessoas incríveis que jamais esqueceremos. Pessoas que nos fizeram pensar, pessoas que nos fizeram crescer, na pouca fé que demonstrávamos, pessoas que cultivaram em nós uma semente que tem crescido pouco a pouco…
Depois de muito cansadas, depois de uma luta constante, depois de momentos de imensa dor nos pés, de quase desistirmos… conseguimos!
No dia 26 de Abril, pelas 14:30h lá estávamos, no Santuário de Fátima.

Ultrapassámos qualquer limite imposto cá dentro, impusemos novos, foi um sentimento comum, que nenhuma de nós descreve em palavras. É algo que não se vê, não se diz, nem se escreve… é algo que se sente… fizemos quase prometer a nós próprias que não o voltaríamos a fazer. Certo é que para o ano lá estaremos, na Peregrinação a Fátima 2009.

É algo que ultrapassa qualquer sentimento de realização, de felicidade…
O cansaço e o desespero das bolhas nos pés são como que abafados pela tamanha felicidade e alegria de sentir a superioridade de um sentimento, a que nenhuma de nós dá um nome!

Não é a dúvida que nos fez pensar assim, é a certeza! A certeza que nos diz que ninguém sabe o nome para tamanha realização!
A questão é: Será que sem acreditar, sem O ver… será que O sentimos?
Para nos entenderem, ou estavam lá, ou experimentem para a próxima!

Catarina Osório, Catarina Castro, Joana Castro, Sandra Silva, 11º F
 
  


Actualizado em Quinta, 12 Julho 2012 22:30